Olhando para aquilo que os media se encarregam de me mostrar apercebo-me que por vezes surge dentro de mim um sentimento de tristeza e ao mesmo tempo de revolta. É preciso trabalhar para se ter um curso! Até aqui nada de novo. No entanto, por experiência própria atrevo-me a dizer que isso às vezes não é bem assim. Tentando estar atento às coisas em meu redor, concluo que diversos sistemas de avaliação/seriação não são de todo fiáveis e justos.
Numa turma de 60 alunos (assumindo que todos completam o curso), acredito que apenas 50%-60% terminam o curso com as devidas qualificações e aptidões. A grande questão e aquilo que de facto é preciso esmiuçar é tão simples como: Porque é que isto e acontece? E de que forma podemos contornar isso?
Ao contrário de uma maioria, defendo que para a obtenção de um curso de ensino superior, o aluno deve ser sujeito a um trabalho contínuo. A partir daqui, existem duas personagens em quem no meu ponto de vista, podemos chamar à responsabilidade. Aluno e professor, são a meu ver entidades responsáveis para que isto de um trabalho contínuo se concretize.
1º O aluno deve ser responsável por acompanhar a matéria leccionada na aulas (diariamente/semanalmente)
2º O professor deve aplicar uma avaliação contínua ao invés de uma avaliação final
Esmiuçando: É óbvio que um aluno deve acompanhar a matéria que vai sendo dada nas aulas, só assim é de facto possível efectuar um processo de aprendizagem. Por outro lado, o professor não deve recorrer a uma avaliação final. Pelo que vejo e deixa-me sinceramente triste, alguns professores acreditam firmemente que uma avaliação é final é vantajosa para os alunos, tanto a nível de sucesso da unidade curricular, como a nível de aprendizagem para o lado do aluno.
Havendo obviamente excepções, a regra é que quando a avaliação é final estuda-se duas semanas (se tanto) antes do exame final. No dia do exame "despeja-se" aquilo que nas duas últimas semanas se meteu na cabeça e pronto. "já tenho a cadeira feita".
Este tema tem muito mais do que apenas isto que aqui foi dito. Espero que ao menos sirva para pôr a pensar aqueles que o lerem.
Só para deixar em aberto, antes de terminar este texto completamente informal, quero aqui revelar que preocupa-me o facto da falta de consideração que vejo entre estas personagens que falei acima (aluno/professor). O professor não se importa minimamente se o aluno já tem 4/5 trabalhos ou relatórios para entregar em x dia. O aluno não preocupa inúmeras vezes em apresentar algo minimamente apresentável a nível de conteúdo.
Como em tudo, existem excepções... e ainda bem!